segunda-feira, 17 de agosto de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
estudoo>>cubismo
bem bom gente..vamo estuda pra educação artística ;)
MARIANA & ANGÉLICA =D~
domingo, 28 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
1-Significa dizer que essa coisa existe necessariamente e universalmente, porque ela é efeito de uma causa necessária e universal. Essa causa é a natureza, não depende da ação e intenção dos seres humanos, e sim das operações necessárias e universais realizadas pela natureza. Também seria por natureza que os homens sentem, pensam e agem; e, por isso, haveria uma natureza humana.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Roderick Chisholm
A reflexão sobre a natureza do nosso conhecimento dá origem a uma série de desconcertantes problemas filosóficos, que constituem o assunto da teoria do conhecimento, ou Epistemologia. A maior parte desses problemas foi debatida pelos gregos antigos e, ainda hoje, a concordância é escassa sobre a maneira como deveriam ser resolvidos ou, no caso de tal não ser possível, abandonados. Descrevendo os temas dos sete capítulos que se seguem , poderemos dar a entender, de modo geral, a natureza desses problemas.
1 ) Qual é a distinção entre conhecimento e opinião verdadeira? Se um homem teve um palpite acertado ("Eu diria que é o sete de ouros"), mas não sabe realmente; e outro homem sabe, mas não diz, e não precisa adivinhar; o que é que o segundo homem tem (se assim podemos dizer) que falta ao primeiro? Pode-se dizer, é claro, que o segundo homem tem a prova evidente e que o primeiro não a tem, ou que algo é evidente para um que não é para o outro. Mas o que é prova evidente e como decidiremos, em qualquer caso determinado, se temos ou não prova?
Essas perguntas têm suas análogas tanto na Filosofia Moral como na Lógica. O que significa um ato estar certo e como decidiremos, em qualquer caso determinado, se um certo ato está certo ou não? O que significa uma inferência ser válida e como decidiremos, num determinado caso, se uma dada inferência é ou não válida?
2 ) A nossa prova para algumas coisas, ao que parece, consiste no fato de termos provas para outras coisas. "A minha prova de que ele cumprirá sua promessa é o fato dele ter dito que cumpriria a sua promessa. E a minha prova de que ele disse que cumpriria a sua promessa é o fato de que. . ." Devemos dizer de tudo aquilo para o que temos prova que a nossa prova consiste no fato de termos prova para alguma outra coisa? Se tentarmos formular, socraticamente, a nossa justificação para qualquer pretensão particular de conhecimento ("A minha justificação para pensar que sei que A é o fato de que B" ) e se formos inexoráveis em nossa investigação ("e a minha justificação para pensar que sei que B é o fato de que C"), chegaremos, mais cedo ou mais tarde, a uma espécie de fim de linha ("mas a minha justificação para pensar que sei que N é simplesmente o f ato de que N" ) . Um exemplo de N poderá ser o fato de que me parece recordar que já estive aqui antes ou o fato de que alguma coisa, agora, me parece azul.
Esse tipo de interrupção pode ser descrito de duas maneiras bastante diferentes. Poderíamos dizer: "Há certas coisas (por exemplo, o fato de que me parece recordar ter aqui estado antes) que são evidentes para mim e que o são de tal forma que a minha prova de evidência para essas coisas não consiste no fato de haver certas outras coisas que são evidentes para mim". Ou poderíamos dizer, alternativamente: "Há certas coisas (por exemplo, o fato de que me parece recordar ter aqui estado antes) das quais não se pode dizer que sejam evidentes, em si mesmas, mas que se parecem com o que se pode considerar evidente, na medida em que funcionam como prova evidente para certas outras coisas." Essas duas formulações apenas pareceriam diferentes verbalmente. Se adotarmos a primeira, poderemos afirmar que algumas coisas são diretamente evidentes.
3 ) As coisas que ordinariamente dizemos que conhecemos não são coisas, portanto, "diretamente evidentes". Mas, ao justificarmos a pretensão de conhecimento de qualquer uma dessas coisas particulares, podemos ser levados de novo, da maneira descrita, às várias coisas que são diretamente evidentes. Deveríamos dizer, portanto, que o conjunto daquilo que conhecemos, em qualquer momento dado, é uma espécie de "estrutura", que tem seu "fundamento" no que acontece ser diretamente evidente, nesse momento? Se dissermos isso, deveremos estar então preparados para explicar de que maneira esse fundamento serve de apoio ao resto da estrutura. Mas essa questão é difícil de responder, visto que o apoio dado pelo fundamento não seria dedutivo nem indutivo. Por outras palavras, não é o gênero de apoio que as premissas de um argumento dedutivo dão à sua conclusão, nem é o gênero de apoio que as premissas de um argumento indutivo dão à sua conclusão. Pois
, se tomarmos como nossas premissas o conjunto do que é diretamente evidente em determinado momento, não podemos formular um bom argumento dedutivo, nem um bom argumento indutivo, em que qualquer das coisas que ordinariamente dizemos que conhecemos apareçam como uma conclusão. Portanto, talvez se dê o caso de, além das "regras de dedução" e das "regras de indução", existirem também certas "regras de evidência" básicas. 0 lógico dedutivo tenta formular o primeiro tipo de regras; o lógico indutivo, o segundo; e o epistemologista procura formular as regras do terceiro tipo.
4) Pode-se perguntar: "0 que é que sabemos? Qual é a extensão do nosso conhecimento?" Poder-se-á também perguntar: "Como decidir, em qualquer caso particular, se sabemos ou não? Quais são os critérios de conhecimento, se porventura existem?" 0 "problema do critério" resulta do fato de que, se não tivermos resposta para o segundo par de perguntas, não disporemos, nesse caso, aparentemente, de um procedimento razoável para encontrar resposta para o primeiro; e, se não tivermos resposta para o primeiro par de perguntas, não teremos então, aparentemente, um processo razoável de encontrar a resposta do segundo. 0 problema poderá ser formulado mais especificamente para diferentes matérias - por exemplo, o nosso conhecimento (se houver) de "coisas externas", "outros espíritos", "certo e errado", as "verdades da Teologia". Muitos filósofos, aparentemente sem razão suficiente, abordam algumas dessas versões mais específicas do problema do critério segundo um ponto de vista, ao passo que outros as encaram de um ponto de vista muito diferente.
5) 0 nosso conhecimento (se houver) do que por vezes denominamos as "verdades da razão" - as verdades da Lógica e da Matemática e o que se expressa por "Uma superfície que é toda vermelha também não é verde" - dota-nos com um exemplo particularmente instrutivo do problema de critério. Alguns filósofos acreditam que qualquer teoria satisfatória do conhecimento deve ser adequada ao fato de que algumas das verdades da razão, tal como tradicionalmente são concebidas, não estão entre as coisas que conhecemos. Outros, ainda, procuram simplificar o problema afirmando que as chamadas "verdades da razão" só pertencem realmente, de algum modo , , a maneira como as pessoas pensam ou a maneira como empregam sua linguagem. Mas, uma vez que essas sugestões sejam equacionadas com precisão, logo perdem toda e qualquer plausibilidade que aparentemente tenham tido, no começo.
6) Outros problemas da teoria do conhecimento poderiam designar-se, apropriadamente, por "metafísicos". Abrangem certas questões sobre as maneiras como as coisas nos parecem. As aparências que as coisas apresentam para nós quando, digamos, as percebemos, parecem ser subjetivas na medida em que dependem, para a sua existência e natureza, do estado do cérebro. Este simples fato levou os filósofos, talvez com excessiva facilidade, a estabelecerem algumas conclusões extremas. Alguns afirmaram que as aparências das coisas externas devem ser duplicatas internas dessas coisas - que, quando um homem percebe um cão, uma tênue réplica do cão é produzida dentro da cabeça do homem. Outros disseram que as coisas externas devem ser bastante distintas do que ordinariamente aceitamos que elas sejam - que as rosas não podem ser vermelhas quando ninguém está olhando para elas. Ainda outros afirmaram que as coisas físicas devem-se compor, de algum modo, de aparências; e houve também quem dissesse que «s aparências devem ser compostas, de algum modo, de coisas físicas. 0 problema levou até alguns filósofos a indagarem se existirão coisas físicas e outros, mais recentemente, a indagarem se existirão aparências.
7 ) 0 "problema da verdade" poderá parecer um dos mais simples da teoria do conhecimento. Se dissermos a respeito de um homem, `'Ele acredita que Sócrates é mortal", e depois acrescentarmos, "E o que é mais, sua crença é verdadeira", então o que acrescentamos não é, certamente, mais do que isto: Sócrates é mortal. E "Sócrates é mortal" diz-nos tanto quanto "é verdade que Sócrates é mortal". Mas que aconteceria se disséssemos, a respeito de um homem, que algumas de suas crenças são verdadeiras, sem especificarmos que crenças? Que propriedade, nesse caso, estaríamos atribuindo à sua crença?
Suponha-se que dizemos: "0 que ele está dizendo agora é verdade", quando acontece que o que ele está dizendo agora é o que nós estamos agora dizendo que é falso, seja o que for. Nesse caso, estaremos dizendo algo que é verdadeiro ou dizendo algo que é falso?
Finalmente, qual é a relação entre as condições da verdade e os critérios de evidência? Somos boas provas, presumivelmente, para acreditar que existem nove planetas. Essa prova consiste em vários outros fatos que conhecemos a respeito de Astronomia, mas não inclui, em si, o fato de que existem nove planetas. Pareceria logicamente possível, portanto, que um homem tivesse boas provas para uma crença que, não obstante, é uma crença que é falsa. Significará isso que o fato de existirem nove planetas, se porventura for um fato, é realmente algo que não pode ser evidente? Deveríamos dizer, portanto, que ninguém sabe, realmente, se existem nove planetas? Ou deveríamos dizer que, embora seja possível saber que existem nove planetas. não é possível saber que sabemos existirem nove planetas? Ou as provas de que dispomos para acreditar que existem nove planetas garantem, de algum modo, que a crença é verdadeira e garantem, portanto, que há nove planetas?
Tais questões, e problemas como esses, constituem o assunto da teoria do conhecimento. Um certo número deles, como o leitor já sentirá, é simplesmente o resultado de confusão; e, uma vez exposta a confusão, os problemas desaparecem. Mas outros, como este livro pretende mostrar, são um tanto mais difíceis de tratar.
Katia Pase Liberalesso
domingo, 31 de maio de 2009
Pra o meu consumo-Luiz Marenco
Luiz Marenco
Composição: Letra: Gujo Teixeira Música: Luiz Marenco
Têm coisas que tem seu valor
Avaliado em quilates, em cifras e fins
E outras não têm o apreço
Nem pagam o preço que valem pra mim
Tenho uma velha saudade
Que levo comigo por ser companheira
E que aos olhos dos outros
Parecem desgostos por ser tão caseira
Não deixo as coisas que eu gosto
Perdidas aos olhos de quem procurar
Mas olho o mundo na volta
Achando outra coisa que eu possa gostar
Tenho amigos que o tempo
Por ser indelével, jamais separou
E ao mesmo tempo revejo
As marcas de ausência que ele me deixou..
Carrego nas costas meu mundo
E junto umas coisas que me fazem bem
Fazendo da minha janela
Imenso horizonte, como me convém
Daz vozes dos outros eu levo a palavra
Dos sonhos dos outros eu tiro a razão
Dos olhos dos outros eu vejo os meus erros
Das tantas saudades eu guardo a paixão
Sempre que eu quero, revejo meus dias
E as coisas que eu posso, eu mudo ou arrumo
Mas deixo bem quietas as boas lembranças
Vidinha que é minha, só pra o meu consumo...
MARI'ANA
Música regionalista o/
Mário Quintana
Mas não donos de nossos sentimentos.
Somos culpados pelo que fazemos
Mas não somos culpados pelo que sentimos.
Podemos prometer atos
Mas não podemos prometer sentimentos.
Atos são pássaros engaiolados
Sentimentos são pássaros em vôo.
(Mário Quintana)
MARI :D~
sábado, 30 de maio de 2009
Epitáfio - Titãs
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais e até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar
Devia ter complicado menos, trabalhado menos
Ter visto o sol se pôr
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
Ter morrido de amor
Queria ter aceitado a vida como ela é
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
Epitáfio - Titãs
Juliana
O Consumismo
Texto retirado do Jornal Zero Hora.
Juliana
sexta-feira, 29 de maio de 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
domingo, 24 de maio de 2009
Pegue um jornal.
Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.
Recorte o artigo.
Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.
Agite suavemente.
Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.
O poema se parecerá com você.
E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.
Tristan Tzara
MARIANA =**
1. Cantaremos o amor ao perigo, o hábito da energia e a audácia.
2. Os elementos essenciais de nossa poesia serão a coragem, a intrepidez e a rebeldia.
3. A literatura até aqui tem glorificado a imobilidade pensativa, o êxtase e o sono; exaltaremos o movimento agressivo, a insônia febril, o passo acelerado, a cambalhota, o soco no ouvido, o murro.
4. Declaramos que o esplendor do mundo foi enriquecido por uma beleza nova, a beleza da velocidade. Um automóvel que passa apressado, com o chassi adornado por grandes canos, com cobras com um resfolegar explosivo... Um automóvel roncando, que parece correr sobre o shrapnel é mais belo do que a Vitória de Samotrácia.
5. Cantaremos o homem ao volante, cujo eixo ideal atravessa a Terra, correndo no circuito da órbita desta.
6. O poeta deve entregar-se com frenesi, com esplendor e prodigalidade a fim de aumentar o fervor entusiasta dos elementos primordiais.
7. Não há beleza senão na luta. Nenhuma obra-prima sem agressividade. A poesia tem de ser uma arremetida violenta contra as forças desconhecidas, para obrigá-las e inclinar-se perante o homem.
8. Achamo-nos no promontório extremo dos séculos!... Por que devemos olhar para trás, quando temos de romper os portais misteriosos do Impossível? Tempo e Espaço morreram ontem. Já vivemos no absoluto, pois já criamos a velocidade, eterna e onipresente.
9. Queremos glorificar a guerra - o único doador de saúde ao mundo - militarismo, patriotismo, o braço destruidor do Anarquista, as belas Idéias que matam, o desprezo pela mulher.
10. Desejamos destruir os museus, as bibliotecas, lutar contra o moralismo, o feminismo e toda a mesquinhez oportunista e utilitarista.
11. Cantaremos as grandes multidões no entusiasmo do trabalho, do prazer e da rebelião; da multicor e polifônica arrebentação das revoluções nas modernas capitais; a vibração noturna dos arsenais e oficinas sob suas violentas luas elétricas; as estações vorazes engolindo serpentes fumegantes; as pontes saltando como ginastas por cima da diabólica cutelaria de rios banhados pelo sol; de aventurosos navios farejando o horizonte; de locomotivas de tórax amplo saltitando nos trilhos, quais imensos cavalos de aço freados por compridos tubos; e do vôo planado dos aviões, dos quais o som do parafuso é como o adejar de bandeiras e o aplauso de uma turba entusiasta.
Filippo Marinetti
Como se pode observar, o líder do Futurismo era fascista, e ele próprio propõe a reforma para a literatura, com a destruição da sintaxe, com os substantivos dispostos ao acaso, com o emprego do verbo no infinitivo, a abolição do adjetivo, para que o substantivo guarde sua cor essencial, com a supressão dos elementos de comparação, do “eu”, substituído pela “obsessão lírica da matéria”, com a abolição de todas as metáforas descoloridas, dos clichês, etc.
Fonte:Wikipedia
MARIANA
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Consciente e inconsciente ツ
O inconsciente abrande tanto atos que são meramente latentes, temporariamente inconscientes, mas que em nenhum outro aspecto diferem dos atos conscientes; e por outro lado abrange processos tais como os recalcados, que caso se tornassem conscientes, estariam propensos a sobressair num contraste mais grosseiro com o restante dos processos conscientes
Em seu artigo metapsicológico sobre o Inconsciente - Das Unbewusste – Freud (1915) justifica o conceito de inconsciente lembrando que os dados da consciência apresentam um número muito grande de lacunas; ocorrem atos psíquicos que só podem ser explicados pela pressuposição de outros atos, para os quais a consciência não oferece qualquer prova.
O inconsciente abrande tanto atos que são meramente latentes, temporariamente inconscientes, mas que em nenhum outro aspecto diferem dos atos conscientes; e por outro lado abrange processos tais como os recalcados, que caso se tornassem conscientes, estariam propensos a sobressair num contraste mais grosseiro com o restante dos processos conscientes (Freud, 1915). Esses conteúdos recalcados estão submetidos à lógica do inconsciente, aqui Freud está diferenciando o inconsciente adjetivo do topográfico. Esse inconsciente tópico, como uma instância psíquica é a grande descoberta de Freud, o que vem a separar definitivamente a psicanálise das outras áreas do saber, principalmente da psiquiatria, da neurologia e da psicologia.
Freud não foi o primeiro autor do seu tempo a falar em inconsciente, em pensamentos ou componentes inconscientes, mas foi o primeiro a não falar em inconsciente de forma puramente adjetiva para designar apenas aquilo que não era consciente; em Freud inconsciente designa um sistema psíquico independente da consciência e dotado de atividade própria, com suas próprias leis e regras.
Quem formulou uma idéia de inconsciente mais próxima da de Freud foi Herbart, mas a idéia de inconsciente formulada por ele não é uma instância psíquica distinta, mas designava apenas idéias que continuavam ativas mesmo depois de serem inibidas.
Até mesmo depois das formulações de inconsciente estabelecidas por Freud, o inconsciente ainda continuou a ser identificado com o caos, o mistério, o inefável, o ilógico, sem nenhuma inteligibilidade. O inconsciente não é o que fica abaixo da consciência. “A psicanálise não é a psicologia das profundezas, na medida em que o ‘profunda’ aponte para uma espécie de subsolo da mente até então desconhecida e que ela se proponha a explorar” (Rosa, 2005, p.17).
No capítulo VII da ‘Interpretações dos Sonhos’, Freud (1900) fez sua primeira definição de inconsciente. Ele se justifica declarando que não há nada de arbitrário nos acontecimentos psíquicos, todos eles são determinados; não há é uma determinação única. O tipo de ordem do Sistema Inconsciente é distinta da dos Sistemas Consciente/Pré-consciente; mas isso não significa que não haja nenhuma ordem.
Freud(1915) lembra que a topografia psíquica nada tem que ver com anatomia; refere-se não a localidades anatômicas, mas a regiões do mecanismo mental, onde quer que estejam localizados no corpo. Freud (1935) diz que a subdivisão em inconsciente e consciente/pré-consciente faz parte de uma tentativa de retratar o aparelho mental como sendo constituído de grande número de instâncias ou sistemas, cujas relações mútuas são expressas em termos espaciais, sem contudo, implicarem qualquer ligação com a verdadeira anatomia do cérebro.
Roza (2005) fala que o homem ocidental tem uma particular dificuldade para pensar qualquer coisa que não seja substância ou propriedade de substância. “O inconsciente freudiano não é substância espiritual, contrafração de res cogitans cartesiana, nem é um lugar ou outra coisa.” (Roza, 2005, pág. 174).
O inconsciente não é as profundezas da consciência, nem aquilo que a subjetividade tem de caótico e impensável. “O inconsciente não é o mais profundo, nem o mais instintivo, nem o mais tumultuado, nem o menos lógico, mas uma outra estrutura, diferente da consciência, mas igualmente inteligível.” (Roza, 2005, pág. 173).
Consciente e inconsciente
O inconsciente possui uma sintaxe própria, ele é uma forma e não uma coisa ou um lugar. É uma lei de articulação. A consciência e o inconsciente têm formas diferentes, gramáticas diferentes para submeter seus conteúdos. O que define consciente e inconsciente não são seus conteúdos, mas o modo segundo o qual cada um dos dois sistemas opera, impondo a seus conteúdos determinadas formas.
A representação consciente é a representação da coisa, mais a representação da palavra a ela pertencente. Já a representação inconsciente é apenas a representação da coisa. O inconsciente possui as primeiras e verdadeiras catexias (ligação de energia) objetais. O pré-consciente se torna possível quando a representação da coisa é hipercatexizada através da ligação com as representações da palavra correspondente. Essa ligação entre a coisa e a palavra ainda não é tornar-se consciente, é sim a possibilidade de tornar-se consciente. A linguagem possibilita a constituição de um Eu independente.
Cada sistema psíquico, segundo Freud (1915) possui uma estrutura própria com características marcadamente distintas; o inconsciente tem como núcleo representantes pulsionais que procuraram descarregar sua energia. No inconsciente não há o princípio da não-contradição; o que ocorre é um maior ou menor investimento de uma representação, mas não a expulsão de uma por ser incompatível com a outra.
Investimento indica uma certa quantidade de afeto ligada a uma representação mental. A energia mental é retirada das pulsões.
Desde ‘Estudo Sobre Histeria’ (1895) e ‘Projeto Para uma Psicologia Cientifica’ (1895) Freud distingue dois tipos de energia nervosa: entre um estado livre de energia e um estado ligado. O primeiro corresponde ao processo primário e o segundo ao processo secundário. O processo primário é o modo de funcionamento do inconsciente (sistema). É caracterizado por um estado livre de energia. Tem dois mecanismos básicos: deslocamento e condensação.
O deslocamento é o escoamento, o deslizamento de uma energia de investimento ao longo de uma via associativa, encandeando diversas representações, o que leva a fazer figurar uma representação no lugar de outra. (Boulanger, 2006). Possui uma função mais ou menos defensiva, no sonho, por exemplo, permite aceitar pela censura, representações atenuadas; é o caso também do sintoma fóbico.
Na condensação, uma representação única aparece como ponto comum a diversas cadeias associativas de representações, e é sobre ela que se investem suas energias: esta fica, pois, no lugar de todas aquelas que nela se reúnem. (Boulanger, 2006).
No processo primário a energia tende a escoar livremente, passando de uma representação para outra e procurando a descarga de maneira mais rápida e direta possível, o que caracteriza o princípio do prazer.
O processo secundário é o modo de funcionamento do sistema consciente/pré-consciente) Aí, a energia é ligada. A energia tende a ter sua descarga retardada, de maneira a possibilitar um escoamento controlado. No processo secundário as representações são investidas de forma mais estável. A introdução do pensamento reflexivo e da temporalidade traz consigo também a substituição do princípio de prazer pelo princípio da realidade.
Angélica Cocco
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Fernando Pessoa
Não sei quantas almas tenho
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.
.
São nesses momentos que começamos a lembrar de grandes amizades, que sempre estiveram presentes conosco quando
precisávamos e que nunca poderíamos esquecer.
Amizades que, por mais longe que estivessem, nunca se separaram;
Amizades que, o tempo nunca foi capaz de apagar;
Amizades que, mesmo estando longe, estavas perto;
Amizades que a idade não as tornavam mais velhas porém, mais novas e unidas;
Amizades que uma crítica era um sinônimo de preocupação;
Amizades em que haviam discussões, mas sempre eram esquecidas por um abraço sincero e um pedido de desculpas;
Amizades onde a união sempre era algo fundamental no dia-a-dia;
Amizades em que o simples fato de estar perto já era sinônimo de segurança;
Amizades em que momentos tristes eram maneiras de comprovar que nunca íamos nos separar;
Amizades em que,quando menos esperávamos uma palavra amiga, ela soava e sempre quando mais precisávamos;
Amizades que sequer existiam mas, no momento de maior necessidade de um ombro amigo, apareciam e sempre nos
fortaleciam;
Amizades em que um simples telefonema era algo que nos confortava e mantinha-nos seguros de que sempre teríamos alguém por perto.
São essas amizades de que sempre lembramos e sempre estarão conosco em nossos corações, mantendo-nos aquecidos, fortalecidos e seguros de que nunca estaremos sós!
E é assim que eu guardo vocês…
Meus amigos…
E é assim que eu quero ser guardada…
Como alguém que estará longe, mas sempre lembrará de vocês!
Angélica Cocco
Pensamentos sobre a arte
Todos sabemos que a arte não é verdade. Ela representa a mentira que nos faz perceber a verdade; pelo menos a verdade que nos é dado entender. (Picasso)
A coisa mais bela que podemos experimentar é o mistério.
Essa é a fonte de toda a arte e ciências verdadeiras. (Albert Einstein)
Não é possível estar dentro da civilização e fora da arte. (Rui Barbosa)
Kátia Pase Liberalesso
Cultura de Massa - Resumo
Componentes: Adenilson, Cledir, Eduardo, Leonardo, Marcelo
Cultura de Massa
Essa cultura é voltada para o domínio interior das pessoas, fazendo com que elas interagem com o que a mídia nos impõe, sem ter sua própria opinião, e isto acontece muitas vezes, pois não temos formação cultural satisfatória, e assim nos tornamos meros espectadores diante dos acontecimentos do mundo.
Os efeitos da cultura de massa podem ser observados em todo o planeta, e está nos tornando cada vez mais escravos de armadilhas publicitárias, descobertas tecnológicas, entre outras.
O foco da cultura de massa é claramente evidenciado através da televisão. Ela nos manipula fazendo acreditar que tudo o que nos informa, nos mostra, é a realidade. Mas isso está errado, pois sabemos que ela é um dos meios de comunicação mais utilizado, e nem por isso devemos confiar e achar que suas informações são sempre verídicas.
Pessoa que não tem opinião formada renuncia á própria individualidade, pois ela se veste como os outros, come o que os outros comem, e gosta do que os outros gostam e assim por diante. Para termos opinião própria, precisamos ter antes de tudo cultura, e estudar não significa adquiri - lá, existem analfabetos mais cultos do que muitos eruditos.
Reinventar-se, criar, são umas das grandes capacidades humanas, que está cada vez se tornando mais oculta, pois o homem está negligenciando sua capacidade, passando a confiar inteiramente na comunicação de massa.
A cultura de massa penetra em nossa alma e isso faz com que perdemos o nosso senso crítico frente a nossas responsabilidades. Sendo assim, não devemos deixar que ela nos vença, pois cada um deve ter seu próprio conhecimento, valor e opinião.
Kátia Pase Liberalesso
terça-feira, 19 de maio de 2009
Cultura de massa: Manipulação de ideias
É através dos meios de comunicações de massa (meios que abrangem um grande número de telespectadores) que nos implantam uma cultura, a qual passamos a acreditar e vive-la de maneira que nos apresentam. A mídia tornou-se a principal fonte dessa cultura por ser considerada a maior formadora de opiniões. As pessoas renunciam a própria individualidade para viver do modo de outras pessoas.
Segundo o francês Edgar Marin isso diz respeito a padronização cultural voltada para o mercado de consumo “ Se o povo não tem formação cultural satisfatória não terá consciência crítica para combater e descartar o que se lhe apresenta”.
Somos contaminados por sentimentos à distância a nós apresentados por utilização de termos como: “... o mundo está comovido...” ou “... o Brasil chora...” permitindo que essas palavras toquem-nos acreditando que todo o mundo está sentindo a mesma coisa.
Podemos perceber também, a estratégia que a televisão usa para influenciar ao consumismo. Entre os programas que geralmente as mulheres assistem são oferecidas propagandas de roupas, acessórios, matériais de cozinha ...ou seja, tudo aquilo que desperta interesse nas mulheres.
Já entre programas infantis, mostram brinquedos (do Gugu, por exemplo), mostram também doces, picolés (Nestlé, Kibon, Garoto...) apresentam coisas que as crianças se interessem e possam pedir para seus pais.
Entre programas de auditório masculino divulgam carros, materiais de construção, Banco, financiamentos...
Sendo assim, cabe a cada um reeducar sua consciência para não depender mais das opiniões modeladas que chegam até nós.
Juliana Machado Serafini
domingo, 17 de maio de 2009
Inicialmente cabe a nós compreendermos o que vem a ser “cultura de massa”, distinguindo povo e massa. Segundo o Pontífice Pio XII, O povo, é formado por indivíduos que se movem por princípios. Ele é ativo, agindo conscientemente de acordo com determinadas idéias fundamentais, das quais decorrem posições definidas diante das diversas situações, já a massa, ao contrário, não passa de um amálgama de indivíduos que não se movem, mas são movidos por paixões. A massa é sempre, e necessariamente, passiva. Ela não age racionalmente e por sua conta, mas se alimenta de entusiasmos e idéiam não estáveis. É sempre escrava das influências instáveis da maioria, das modas e dos caprichos que passam. Assimilados aos conceitos de cultura, que é representada por um resíduo, imune a ação do tempo, ou, portanto, um conjunto de valores e conhecimentos perenes de uma civilização, pode perceber que cultura de massa não é nada mais que um oceano de imposições ditadas pelos meios de comunicação, muitas vezes identicamente destinadas as mais diferentes regiões e povos. Assim, esta cultura popular tem suas raízes nos costumes de determinado povo os quais prendem um individuo a uma forma dialética de analisar as coisas ao seu redor negligenciando suas capacidades, ou propriamente sua imaginação.
Angelica Cocco